Como Um Terramoto, Um Maremoto E Um Incêndio Em Simultâneo Destruiram Lisboa Completamente

A 1 de Novembro de 1755 as placas tectónicas do Oceano Atlântico sofreram uma mudança repentina que resultou num sisto de uma magnitude compreendida entre 8,7 a 9 na escala de Richter.

Este vídeo conta como o terramoto de 1755, o maremoto que se seguiu e um incêndio de proporções gigantesca destruiram a antiga cidade de Lisboa completamente.


O terramoto, maremoto e incêndio de 1755 que destruiram Lisboa por completo

Pouco antes das nove horas e meia do dia 1 de Novembro de 1755, as placas tectónicas do Oceano Atlântico sofreram uma alteração súbita que provocou um sismo em Lisboa sem precedentes na História da altura.

A sua magnitude atingiu valores entre os 8,7 a 9 na escala de Richter e fez cair as estruturas e prédios da capital do Império Português. Os sobreviventes, apavorados, fugiram para perto do rio Tejo para se protegerem dos edíficios que ruíam.

Todavia, o terramoto foi seguido de maremoto com vagas de 20 metros de altura que varreram a entrada de Lisboa e mataram aqueles que para ali se tinham refugiado.

A destruição ainda não tinha ficado por aqui. Numa cruel partida do destino, centenas de velas tinham sido acendidas nas igrejas em comemoração do Dia de Todos os Santos. Além disso, como na altura não existiam fósforos, as pessoas tinham lamparinas permanentemente acesas para iluminarem em suas casas de dia e de noite. O tremor de terra fez com que as velas e as lamparinas caissem e provocassem um incêndio de proporções gigantescas.

Lisboa, a mais importante capital do séc. XVIII, estava destruída.

Fiquem com o vídeo do canal Smithsonian Channel do YouTube que explica em 2 minutos como tudo aconteceu.

O Sismo, Tsunami E Incêndio De 1755 Que Destruiram Lisboa Por Completo



Os reis, numa jogada de sorte, tinham saído de Lisboa para celebrar o dia festivo e sobreviveram ao desastre, embora ainda tivessem sentido o sismo.

Era altura de controlar os danos e pensar no que se poderia fazer. Foi então que Sebastião de Carvalho e Melo, importante estadista da altura (ocupando um cargo homólogo ao actual Primeiro-Ministro), tomou conta das ocorrências. Perante o desespero dos lisboetas, manteve a frieza e ordenou: «agora, é altura de cuidar dos feridos e de enterrar os mortos».

O passo seguinte foi a reconstrução da capital portuguesa. Tarefa que foi planeada minuciosamente, literalmente a régua e esquadro, com toda a cidade a ser redesenhada por arquitectos. Também os edíficios foram pensados de forma diferente. Pela primeira vez, foram introduzidas as "gaiolas", estruturas de madeira que minimizariam eventuais futuros sismos.

O saneamento, as ruas e estradas também foi considerados com grande cuidado. Alguém questionou o Marquês de Pombal da razão de estar a construir as ruas tão largas. Sabiamente, Sebastião de Carvalho e Melo, respondeu: «haverá o tempo em que as acharão estreitas demais».

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